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Em Um Estranho tão fFamiliar, George Amaral apresenta com precisão o percurso histórico do mecanismo de estranhamento na Literatura, partindo do século XIX aos nossos dias, analisando as teorias e as narrativas que colaboram para a desfamiliarização de modos de pensar, agir e sentir.

por BRAULIO TAVARES
Dentro dos estudos sobre literatura fantástica, este ensaio de George Amaral usa o conceito de “estranheza” para comparar as estratégias narrativas de diferentes gêneros literários.
Em capítulos claros e bem argumentados, vemos a “ostranenie” dos formalistas russos, o “distanciamento brechtiano” no teatro, o “uncanny” (“Unheimlich”) estudado por Freud, o “estranhamento cognitivo” com que Darko Suvin definiu a ficção científica…
Em todas essas formas, a tentativa de “acordar” o leitor/espectador de sua modorra mental, fazê-lo ver algo familiar como se o estivesse vendo pela primeira vez, fazê-lo perceber, por uma nova contextualização (que no caso da FC pode envolver mudanças bruscas no Tempo e no Espaço) a verdadeira dinâmica dos fatos.

No episódio de hoje, Tiago Meira conversa com o escritor George Amaral e com a publisher Sandra Abrano, editora da Bandeirola sobre o livro Um Estranho tão Familiar escrito pelo George e que está disponível para compra.

Aqui, temos a introdução das teorias sobre a construção do estranhamento na ficção.
Para isso, George faz um panorama que apresenta as principais linhas de aproximação sobre o tema e contextualiza com algumas obras para exemplificar para os leitores.
Dois pontos merecem destaque: o primeiro é o desenvolvimento minucioso do Unheimlich , apresentando o nascimento do termo, a cristalização de Freud e as leituras mais atuais.
O segundo é uma proposição original, política, atual e urgente sobre o tratamento da catástrofe ambiental na literatura e como o estranhamento é um forte aliado na proposição de futuros possíveis e melhores.
UM ESTRANHO TÃO FAMILIAR
Teorias e Reflexões sobre o Estranhamento na Ficção George Amaral
Formas de ver o mundo e comportamentos que são familiares não funcionam mais tão comodamente frente às mudanças velozes das últimas décadas, com crises continuadas tanto político-sociais quanto climáticas.
O ritmo e a escala só aumentam a percepção de que aquilo antes percebido como familiar bruscamente se tornou estranho, como foi o caso, por exemplo, do período pandêmico da covid-19, trazendo incertezas a atos corriqueiros como sair de casa, andar por lugares superlotados, dar abraços e beijos.
Em UM ESTRANHO TÃO FAMILIAR, George Amaral apresenta com precisão o percurso histórico do mecanismo de estranhamento na Literatura, partindo do século
XIX aos nossos dias, analisando as teorias e as narrativas que colaboram para a
desfamiliarização de modos de pensar, agir e sentir.
| Ilustração de Capa | Michelle Soares |
|---|---|
| Edição | 1 |
| Ano | 2023 |
| Peso | 0.23 kg |
| Dimensões | 23 × 16 × 0,9 cm |
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